No próximo dia 15 de maio, sexta-feira, o Intercom Nordeste 2009, evento que será sediado na Universidade Federal do Piauí, abre espaço para o lançamento de produtos científicos. O lançamento de livros de autores e pesquisadores da área de comunicação será feito no hall da Biblioteca Carlos Castelo Branco (Espaço 1) da UFPI, às 21h.
Um dos destaques do Intercom Nordeste é o pesquisador José Marques de Melo, autor de 25 livros e organizador de 73 coletâneas. Presidente da comissão do MEC que vai estabelecer as novas normas e diretrizes curriculares dos cursos de jornalismo, Marques de Melo possui mais de uma centena de artigos em periódicos científicos do país e do exterior. No Intercom Nordeste o autor lança dois livros: “Jornalismo, Forma e Conteúdo”, editado pela Ed.Difusão, de São Caetano, e “Vestígios de Travessia de Travessia: da imprensa à internet – 50 anos de jornalismo”, lançado recentemente pela Ed.Paulus (EDUFAL), de Maceió.
José Marques de Melo exerce o jornalismo há 50 anos, de forma simultânea ou alternada, nas redações ou na universidade, transitando entre a práxis e a teoria. “Vestígios da travessia” é um livro autobiográfico e antológico. A primeira parte contém a narrativa do percurso entre a comunidade sertaneja e a metrópole globalizada. A segunda parte reúne uma amostra seletiva de textos publicados pelo autor nas diversas etapas da sua vida jornalística, desde os exercícios de aprendiz aos mais recentes escritos da maturidade.
GRAÇA TARGINO
A jornalista e professora Maria das Graças Targino, doutora em Ciências da Informação, fará, no dia 15, três grandes lançamentos dentro da programação. A primeira obra é “Jornalismo Cidadão: realidade ou utopia?”, publicado pela Editora UNESCO/IBICT (Brasília). O livro foi resenhado por Antonio Teixeira de Barros, Doutor em Sociologia, Universidade de Brasília e Professor do Instituto de Educação Superior de Brasília. Segundo ele, a leitura do livro em referência suscita vários questionamentos aos leitores. “Percebe-se logo que não se trata apenas de um mero trabalho acadêmico pontual da autora, mas de um projeto maior”, diz ele. Barros defende que o texto de “Jornalismo Cidadão”, além de reflexões maduras e coerentes, inquieta, provoca o receptor. “Enfim, é um livro diferente do que se costuma esperar das adaptações de estudos acadêmicos. Devido à sua natureza de livro-manifesto, o texto incomoda (no sentido positivo). É impossível folheá-lo de modo impassível. O estudo instiga o leitor a repensar suas verdades, suas crenças, sua visão do jornalismo, do webjornalismo, da internet e do próprio mundo. Por tudo isso, trata-se de uma obra que merece leitura atenta, discussão nas salas de aula, nas redações, nos eventos acadêmicos e profissionais”.
Graça Targino também assina a organização dos anais do INTERCOM NORDESTE 2009, - que tem como título: a “Comunicação, Educação e Cultura na era digital”, publicado pela EDUFPI, 2009, e o livro “Um pouco mais sobre Revistas Científicas: em foco a gestão”, publicado pela Ed.SENAC (SP)/ Cengage Learning (2008). A obra, organizada por Targino, em parceria com a doutora em ciências da comunicação, Sueli Mara Soares Pinto Ferreira, procura responder e desenvolver, por meio de uma coletânea de ensaios elaborados por especialistas nas áreas de ciências, tecnologia da informação e jornalismo, uma série de questões relacionadas com a produção de um periódico científico. Entre os aspectos analisados estão o papel do editor diante dos desafios da publicação científica eletrônica, a preservação do conteúdo do texto científico em publicações digitais, a iniciativa dos arquivos abertos (Open Archives Initiative), o movimento do acesso aberto (Open Access Movement) e a função dos repositórios digitais num contexto de acesso aberto.
Já Gustavo Said lança o livro “Comunicação: novo objeto, novas teorias?”, que contém oito artigos de professores de várias universidade brasileiras. Para Gustavo, o livro recupera grande parte das reflexões sobre a constituição do campo científico da comunicação, sobretudo na sua relação histórica com diversas outras disciplinas. “O livro alerta para a necessidade de repensar essa relação num momento de vertiginosa mudança paradigmática, seja no âmbito teórico, seja no que diz respeito às inúmeras práticas sociais, culturais e profissionais ensejadas pelas novas
tecnologias de comunicação e informação”, diz.
CIDADES E TECNOLOGIAS
A urbanidade do século XIX é tema da obra “A cidade e suas articulações midiáticas”, organizada pelos pesquisadores Angela Prysthon, jornalista e mestre em Letras pela Universidade Federal de Pernambuco, doutora em Critical Theory And Hispanic Studies pela Universidade de Nottingham, em parceria com o jornalista Paulo Carneiro da Cunha Filho, doutor em Arts et Sciences de L'Art pela Université de Paris I - Panthéon-Sorbonne (1989). A obra é uma publicação da Editora Sulina/Sul Editores. Para os autores, além de estar inserida e conformada a uma nova economia (em que estão presentes novas formas de consumo, o fetiche, a moda etc.), a urbanidade do século XIX é extremamente marcada pela relação com a tecnologia. A obra defende que a técnica é um dos instrumentos que o cidadão usa para olhar e conceber modernamente o mundo ao seu redor. Assim, o cidadão, ao fascinar-se pela Máquina, a fetichiza (como com a cidade), transformando-a em índice do progresso e imagem máxima do novo. Já a tecnologia diminui distâncias e tempos, faz a diferença mais próxima, define e redefine, para o cidadão, novos cenários a cada instante. Dentro do ambiente cosmopolita, a tecnologia é quase tão importante quanto a metrópole, pois ela representa grande parte do repertório que o distingue de um provinciano.
CELEBRAÇÕES
Também participa da noite de lançamentos de produtos científicos “Celebrações/Celebrations” (Editora Educar: artes e ofícios), a obra da historiadora Aurea Pinheiro, professora da UFPI, líder do Diretório de Pesquisa CNPq Memória, Ensino e Patrimônio Cultural, Coordenadora do Curso de Graduacão em História e Diretora da Anpuh - Associação Nacional de História - Seção Piauí. “Celebrações” tem a parceria da fotógrafa Cássia Moura. A partir do olhar de uma historiadora e de uma fotógrafa são apresentadas formas, cores, movimentos, dramatizações e diálogos mediados entre devotos e santos protetores. O livro de história e antropologia visual narra histórias de fé, de religiosidade e de espiritualidade ligadas à procissão do fogaréu, procissão de bom jesus dos passos e congos de Oeiras.O lançamento do livro será acompanhado pela exibição do documentario de quinze minutos “Congos: ritmos e devoção”, que como o livro, foram produzidos via Edital do Ministério da Cultura/Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID/Programa Monumenta/Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – UNESCO.
Também será lançada no dia 15 a obra “Histórias em Poliedros”, organizado por Julinete Castelo Branco, a partir da produção acadêmica da primeira turma de mestrado em história da Universidade Federal do Piauí. A obra é uma coletânea dos trabalhos dos alunos do mestrado e marca os novos caminhos da historiografia contemporânea piauiense, com diversidade de temas e olhares sobre a história do Piauí. São ao todo 10 trabalhos, cada um deles aborda com profundidade aspectos históricos variados, mas todos têm em comum uma linha de pesquisa que se define pelas palavras ‘cultura’, ‘sociedade’ e ‘cidade’. Os trabalhos tratam de pesquisas arqueológicas, a vida marginal dos boêmios da década de 70, o papel dos alto-falantes como formadores de sociabilidade, patrimônio arquitetônico de Teresina, teatro piauiense, pesquisa histórica sobre o bairro Mafuá, praticas escolares e trajetória do Colégio Agrícola de Teresina, dentre outros temas. “Esperamos não apenas proporcionar ao leitor um prazer em conhecer nuances sobre objetos estudados, mas que a obra possa abrir novos caminhos, novas janelas de pesquisa”, afirma a historiadora Julinete Castelo Branco.
SERVIÇO:
Coordenadores: Muna Kalil (munakalil@yahoo.com.br)
Iraildon Mota ( iraildomota@yahoo.com.br)
Cel: 8851 2063